quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Depois do Feriado...

Intessante como é observar o horizonte à frente, carregado de núvens negras, cinzas e brancas misturadas formando figuras e imagens incríveis, em contraste com um céu azul bem escuro. A luz que passa por entre as núvens imprime ao quadro uma grandeza além do normal. Como se fosse girado de alguma página da Bíblia, onde o Apocalipse estaria prestes a se iniciar.

Agora é época das chuvas, e normalmente na cidade do Rio de Janeiro, isto significa transtornos no trânsito, deslizamentos de terra, falta de energia, além de uma boa oportunidade para os gatunos e oportunistas de última hora fazerem a colheita do vil metal do bolso dos incautos. Desta vez, houve o desabamento de terra por sobre o domo do túnel que liga a zona norte à zona sul, dando um verdadeiro nó no trânsito. Eu mesmo, que pego quase diariamente a ponte presidente Costa e Silva ( ponte Rio-Niterói ) demorei cerca de uma hora e meia para cruzar cerca de 13 quilômetros e, quando cheguei do outro lado, liguei para meu trabalho no Maracanâ. Fui informado então que as ruas estavam praticamente alagadas, carros flutuando e se chocando uns com os outros, e quase ninguém presente no escritório. Pensei comigo, dei meia volta e voltei para casa, esperando a chuva passar a as águas abaixarem. Triste panorama de uma cidade dominada - não pelos elementos, que só fazem pegar de volta o que o homem lhes tirou, mas pelos governantes que só agem de forma reativa, e não se previnem quanto às intempéries, julgando-se acima do bem e do mal. Aliás, normal em todos os que detém o poder por imposição.

Interessante como é conviver com uma cidade em pleno feriado. As ruas calmas, os restaurantes vazios, cheguei e saí rápido do meu trabalho. Podia ser sempre assim.

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